Mãe consegue ajuda em rede social para a cura da filha e se dedica na conscientização sobre a doação de órgãos

Uma notícia que mudou toda a vida e a rotina de uma família. O ano era 2012, Vanessa Bevasse, na época com 32 anos, filha da confeiteira Rosângela Bevasse, estava sentindo um cansaço fora do normal. Ao fazer um exame de rotina onde os médicos pediram um check-up geral, foi constatado: Hepatite C, de genótipo 1 b. Considerado o mais difícil para tratamento.

Rosângela então decidiu pesquisar sobre o assunto, já que para ela, a doença era completamente desconhecida. A confeiteira explica que quando a patologia foi descoberta a filha foi encaminhada para o hospital Antônio Pedro, em Niterói, mas que ninguém explicava para ela e para a Vanessa detalhes sobre a doença. 

De tanto pesquisar, Rosângela conheceu e entrou no grupo Hepatite C, no Facebook. Durante três anos Vanessa tentava tratamento com vários medicamentos, mas não respondia de forma positiva porque não eram específicos para o seu genótipo. Em 2015, a esperança: saiu no Estados Unidos o medicamento que curaria justamente o genótipo que Vanessa portava. Uma das administradoras do grupo, que também já havia sido diagnosticada com Hepatite C, deu todo suporte para Rosângela ajudar a filha.  

O medicamento já tinha chegado no Brasil, no entanto, com a Receita Federal em greve, Rosângela não conseguia ter acesso ao remédio. Foi então que a confeiteira foi orientada a procurar um advogado, que interviu e enfim Rosângela e a filha tiveram medicamento para três meses de tratamento, o que era a metade do necessário para que Vanessa fosse curada. 

Como o tratamento não deve ser interrompido, Vanessa só poderia começar a se medicar depois que tivesse os seis meses de remédio garantidos. Foi então que um brasileiro que mora na Filadélfia e faz parte do mesmo grupo que a Rosângela, tomou conhecimento do caso e doou os outros três meses de medicamento para que Vanessa começasse a se tratar. 

Atualmente com 40 anos, a filha de Rosângela está curada da Hepatite C, no entanto, como descobriu a doença tarde, acabou tendo como sequela uma cirrose e no futuro precisará de um transplante de fígado. 

Após conseguir ajuda pelo Facebook, Rosângela decidiu fazer parte de outro grupo na rede social sobre transplante de órgão para conscientizar as pessoas sobre a importância da doação e por gratidão pela ajuda que recebeu. Então em junho de 2018, nasce o grupo Família TX RJ. Grupo para ajudar transplantados com doação de medicamentos, mesmo que seja de outro estado, além de fornecer diversas informações e ajuda sobre transplantes.

“A dor do outro dói em mim. Jurei para mim mesma que iria ajudar, porque fui muito ajudada por grupos em que participo. No meu entendimento é uma maneira de retribuir o bem que me fizeram. Nosso maior propósito é divulgar a doação de órgãos e o valor de um sim. Uma vida salva oito vidas”, disse Rosângela. 

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