Classe artística de São Gonçalo se mobiliza para receber 6,3 milhões da lei Aldir Blanc

São Gonçalo poderá ser beneficiada com 6,3 milhões pela lei Aldir Blanc. A Proposta aprovada por unanimidade no senado no último dia 4, visa disponibilizar 3 bilhões dos recursos do Fundo Nacional de Cultura (FNC) para repassar aos estados, municípios e ao Distrito Federal. O intuito é dar suporte aos artistas autônomos com auxílio emergencial, realizar prêmios, fazer manutenção de aparelhos culturais, abrir editais, além de apoiar ações que já realizam ajuda para o setor durante a pandemia do novo coronavírus.

São Gonçalo é uma das cidades contempladas pela proposta que será encaminhada diretamente para a sanção do presidente Jair Bolsonaro. Considerada pelo próprio povo gonçalense como um berço artístico,  a cidade poderá com isso, trazer um novo incentivo para os artistas e produtores culturais. De acordo com a presidente do Conselho Municipal de Cultura, Angélica Maria de 52 anos, a lei emergencial traz uma nova chance para a classe durante esse período. 

“Isso vai possibilitar a ajuda aos trabalhadores da cultura assim como a todos os artistas, todos os provedores de cultura que tiveram seus estabelecimentos fechados sem poder manter a arte e a empregabilidade de seus funcionários. Essa lei emergencial vem para dar um fôlego para os artistas já que na verdade ainda não sabemos quando tudo será normalizado”, disse.

De acordo com a presidente, o Conselho Municipal de Cultura está trabalhando em conjunto com a Secretaria Municipal de Cultura para entenderem juntos as demandas dos artistas da cidade. Segundo ela, os recursos estão sendo estudados juntamente com a classe artística para acharem a melhor forma de aplicação dos benefícios. 

Para Cleise Campos, uma das articuladoras regionais da lei emergencial de cultura, a expectativa é de que a proposta seja sancionada amanhã (25) pelo presidente. 

“São Gonçalo nunca viu um dinheiro desse para a cultura. A ideia é que depois de sancionada a gente mantenha uma terceira etapa de trabalho que é tão importante quanto a primeira que foi conseguir os votos no congresso, a segunda que é manter a pressão para a lei ser sancionada, e a terceira que é a aplicação da lei, ver o dinheiro sair”, disse.

Além disso, Cleise destaca a importância da participação social.

“Nessa terceira etapa que entra a participação social, o artista, o trabalhador de cultura. Eles terão o papel fundamental não só fiscalizando o uso do recurso, como vivendo a satisfação de ter o seu trabalho reconhecido, premiado e subsidiado e ainda por força da pandemia que essa classe está sem trabalhar, receber um auxílio. A presença do controle social é fundamental”, finalizou.

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